Direita ou Esquerda, Centro ou Fora? Ilusões na Democracia multipartidária!

Publicado no Jornal Diário de Ilhéus em 11 de outubro de 2012 Veja mais publicações em jornais




           
                                                                                                                                                  
                                                                                                                                   Gabriel Nascimento*

          Existem alguns entusiastas confusos na democracia construída de qualquer forma do Brasil. Quem construiu diretamente os ditames dessa democracia aí fora foram as elites coloniais e viciadas por vantagens e privilégios deste país. Foram elas que estiveram no banco do legislativo, ou sendo juristas e ainda são elas que ainda julgam e condenam pelos princípios da democracia que elas próprias ditaram. Foi mais ou menos assim: os ditos partidos de “Esquerda” lutaram para que a democracia fosse acontecimento, mas o próprio boicote da mídia, a própria força motora da burguesia bicuda e conservadora fez com que os vícios adentrassem esse sistema democrático em que vivemos.
            Daí pode vir a miragem, a ilusão de ótica de alguns de que não existe mais Esquerda ou Direita no Brasil. Provavelmente, essa não deve ser a discussão mais relevante em tempos na filosofia pós-racionalista contemporânea, em que heróis, líderes e deuses importam menos quando pregam discursos cada vez mais utópicos. Mas, para esses que acham não existir Esquerda, lá vai uma mensagem de suma importância: ainda existe o conflito de classe. Ainda persiste a mesma burguesia colonial unida, com sentimentos de coronéis fracassados por suas monoculturas e seus impérios de areia, os quais estão vendo novos ventos sem poder extirpá-los, como defensores que são de um plano neoliberal que privatizou às cegas de qualquer jeito bilhões de dólares das empresas públicas brasileiras por quase nada e deu ao capital estrangeiro oportunidade de explorar sem alguma regulamentação. O que comprova a existência, não somente das dicotomias, do que devemos nos desligar, mas da realização de um sentido Direita – Esquerda pode ser entendido dentro do conflito de classes. A burguesia continua a mesma, entrando na justiça contra as cotas, atacando o Bolsa Família, pois não pode mais escravizar qualquer pobre, odiando todos os ventos dos movimentos sociais. O grande problema vem da Esquerda: segundo os mais céticos e que se diziam militantes dessa Esquerda, esta se encontra prostituída. Esse é o sintoma do multipartidarismo mercadológico, das campanhas financiadas pelo dinheiro privado, etc. Isso não exclui o caráter de partido (+ Esquerda), ao contrário daqueles que sempre defenderão privilégios da burguesia unida.
            Esses são os discursos de todos aqueles que se sentem mais atraídos pela beleza dos partidos de Direita: “Não existe Esquerda...”. Seria como ouvir: “Acabou o conflito de classes no Brasil”. Acabou? A Direita nunca se calou, desde condenar sem provas, antes do julgamento com grampo falso, caluniar em seus veículos de informação (hoje conhecidos como PIG- Partido da Imprensa Golpista- ao qual não se filia este veículo) personagens que lutaram e continuam lutando contra a centralização selvagem que sempre explorou no Brasil, sediando-se em São Paulo- Rio, até uma arrogância ininterrupta que impede, dentre outros motivos, a Reforma Agrária. Por isso o ex-presidente Lula é alvo. Nordestino, operário, de educação não universitária, não foi fácil para as nossas elites mal acostumadas engolir o sapo barbudão. Parar a era das privatizações feitas a facão, da crise de matriz energética, dos programas sociais fantasmas foi a gota d’água. E Lula parou, pois não queria o bico do FMI e dos grandes Blocos de poder aqui dentro. Hoje, com métodos um tanto nazistas algumas vezes, muitas vezes criticando arduamente o Nordestino, eles atacam impiedosamente o Governo que matou a fome de mais de 25 milhões de pessoas da linha da pobreza, que deu crédito ao pobre mais pobre, que criou a maior quantidade de empregos formais da história, mas que não abriu o mercado para o megainvestidor desse capitalismo virtual, que derrubou, em sua ousadia neoliberal Estados Unidos e Europa.
            Coligação e aliança não representam o fim da esquerda, representam novos lócus dessa esquerda. Só não dá pra coligar com os algozes, e quando isso acontece tem-se em mente a seguinte válvula de escape: não pode com as elites falidas, finja se juntar a elas, ao menos para ludibriá-las. Em alguns casos isso aconteceu no Brasil. Um grande exemplo foi quando o Lula se juntou ao PMDB e ao PP, bem como diversos outros partidos conservadores, para se eleger presidente, mas em seu governo não abriu mão de transformações sociais imprescindíveis. Toda essa argumentação não exclui a existência de parasitas: eles estão em todos os lugares. São sempre convenientes, lenientes e conformistas.
            Esse discurso de fim da esquerda é bastantemente alimentado por nossas elites quatrocentonas, exploradoras, rentistas e viciadas. Isso porque elas fomentam mesmo é o clientelismo, querem fazer acreditar o operário que ninguém mais luta por ele, mas elas não se predispõem a fazê-lo. Não estariam essas elites tentando nos convencer de que somos filhos sem pais, mesmo à luz de uma transformação radical na estrutura social, demográfica e econômica brasileira nos últimos anos, desde o Governo Lula até o Governo Dilma? Não devemos nos conformar com tais transformações, mas negá-las é negar a história. Isso nem Michel Foucault fez, em termos de arqueologia do saber e microfísica do poder. 

Gabriel Nascimento é estudante de Letras da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), coordenador geral do Centro Acadêmico de Letras Prof. Ruy Póvoas, Editor-chefe do Grapiúba- o jornal dos alunos de Letras da UESC, Membro da Executiva Nacional dos Estudantes de Letras, Membro do grupo de pesquisa "Linguagem e Perspectiva multicultural no Ensino de Conectores e Marcadores no Discurso Escrito de Hispanofalantes Aprendizes de Português Língua Estrangeira".

Dia do Trabalho e o partido da contradição

                                                                                                                                *Por Frederico Cabala

Creio que o grande dilema enfrentado pelo segundo partido de maior força no Brasil, o Partido dos Trabalhadores, seja a ausência de um diálogo com seu passado, eufemismo que pode ser traduzido em incoerência e desrespeito com o próprio trajeto histórico.

O PT é filho das greves fabris e carrega no nome a causa trabalhista. Mas, como advertiu Chico Buarque, em A Banda: “para o meu desencanto o que era doce acabou”.

O Partido que outrora chamava atenção pelas paralisações generalizadas e pelo movimento sindical é o mesmo que, atualmente, corta salários e proíbe reivindicações quando professores de universidades estaduais legitimamente decidem se manifestar em face das determinações do governo.

Tal atitude, que contraria o preceito constitucional (artigo 37, VII, da CF/88) e combate o direito fundamental do salário, remete a tempos que a Bahia não gostaria de reprisar.

Diferentemente do despersonalizado PT, o 1° de Maio de 2011 nada deve diferir do seu ponto de partida, registrado no mesmo dia do ano de 1886, ocasião em que a voz dos trabalhadores pôde ser ouvida e atendida a partir das reivindicações ocorridas no centro urbano industrial de Chicago.

O 1° de Maio de agora deve ser pautado nos assalariados que mesmo sem salários não se rendem e não se cansam de gritar em nome da dignidade da categoria.  

Frederico Cabala é estudante de jornalismo. fredericocabala@gmail.com

PROUNI

As inscrições do Programa Pré-Vestibular Universidade para Todos poderão ser feitas até o dia 6 de abril. Os interessados devem fazê-la exclusivamente pela internet no site: www.educacao.ba.gov.br


Poderá se inscrever o candidato que estiver regularmente matriculado, em 2011, no 3º ano do ensino médio regular seriado da rede pública de ensino estadual e/ou municipal do Estado da Bahia, que tenha cursado, em escola pública municipal e/ou estadual no Estado da Bahia, o ensino fundamental II - 5ª à 8ª séries, atual 6º ao 9º anos ou modalidades correspondentes - e 1ª e 2ª séries do ensino médio regular.

Também pode requerer a matricula no Programa Universidade para Todos o egresso da rede pública de ensino estadual e/ou municipal do Estado da Bahia, que tenha cursado, em escola pública municipal e/ou estadual no Estado da Bahia o ensino fundamental II e médio, regular seriado ou modalidades correspondentes.

Maiores informações nos sites:

www.educacao.ba.gov.br e www.uesc.br .
 
FONTE: http://gatoblogueirodauesc.blogspot.com/

Aumento da passagem.

O DCE acordou cedo no dia 29 de março de 2011, chegaram às 5 horas da manhã na UESC e trancaram os portões da Universidade. O protesto foi prol da Assistência Estudantil e uma revisão no reajuste de 10% das passagens de ônibus. Inicialmente os portões seriam abertos às 10 horas, mas os estudantes votaram em manter a Universidade trancada até as 22 horas, alguns representantes do movimento estudantil ficaram nos portões, enquanto os outros foram para “Operação Pula-catraca”.

Os estudantes invadiram os ônibus que seguiam para Ilhéus e foram para a prefeitura onde se mobilizaram com os estudantes da cidade. O protesto teve repercussão, apareceu nos jornais e ficou a promessa de uma revisão, mas a passagem continua 10% mais cara. E amanhã aumenta em Itabuna, o reajuste também acontece na linha Itabuna – Salobrinho.

Edry Figueirêdo

CAMELÔS APROVEITAM A TRAGÉDIA COM ELIZA SAMÚDIO PRA VENDER FILMES PORNÔS DA ATRIZ



   A modelo Eliza Samúdio, ex-amante do goleiro Bruno agora é motivo para aumento de vendas nas barrcas dos camelôs. É que a modelo era também atriz pornô. Com a tragédia os camelôs aproveitam para aumentarem seus lucros vendendo em várias edições o filme em que a modelo fez junto à produtora "As Brasileirinhas".




Essa é uma das capas atribuída ao filme. Abaixo está outra:



   A tragédia com Eliza Samúdio agora faz com que os filmes sejam um verdadeiro sucesso nas bancas de camelô.



A AMIZADE VERDADEIRA ENTRE O GOLEIRO BRUNO E MACARRÃO

Por Gabriel Nascimento, Blog do Gabriel Nascimento



    A amizade entre o goleiro Bruno e o Macarrão, o Luiz Henrique Romão era verdadeira. É o que pressupõe uma frase tatuada nas costas do cúmplice do goleiro. O goleiro Bruno do flamengo foi indiciado essa semana pelo sequestro e morte da modelo Eliza Samúdio. Cúmplice dele, Macarrão é amigo muito próximo desde criança. Funcionava como uma espécie de faz tudo: Agendava festas com prostitutas e jogadores, administrava o sítio e recentemente foi cúmplice do goleiro ao terem mandado ex-policial Marcos Aparecido dos Santos (o Bola ou Neném) matar a modelo e atriz pornô Eliza Samúdio. Macarrão teria ainda sugerido matar a criança de 4 MESES DE IDADE!
   Pelo visto é necessário ser muitoamigo (e um monstro!)  para sugerir algo desse tipo. Veja abaixo a tatuagem que Macarrão fez nas costas, homenageando o amigo. É um excerto da música da banda Fundo de Quintal. Veja a tatuagem abaixo:


Bruno e Maka
A amizade nem mesmo a força do tempo irá destruir, amor verdadeiro.



Veja o vídeo em que Elisa Samúdio afirma que já tinha sido espancada pelo goleiro Bruno do Flamengo


video


     O goleiro Bruno, do Flamengo foi indiciado nesta semana por sequestro e desaparecimento da estudante Eliza Samúdio. Segundo os investigadores o crime foi cometido pelo policial Marcos Aparecido do Santos, conhecido como Bola, Paulista ou Neném.  O depoimento do menor encontrado na casa de Bruno foi chocante. Nele o jovem afirma que o próprio Bruno teria mandado o amigo "Macarrão" que administra o sítio do jogador, "resolver o problema". Após isso o jovem narrou que Eliza, que já estava no sítio foi levada a um outro sítio onde um homem estava com uma faca ao lado, e que pediu que todos saíssem. Logo depois, em outro lugar o rapaz "negro e alto" passou com um saco e todos viram quando ele arremessou uma mão no canil onde estavam alguns Rotweillers.
   Bruno acabam de chegar na Penitenciária de Bangu na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O homem que cometeu o crime continua foragido. O amigo Macarrão e mais outras outras sete pessoas. O jovem menor ainda continua orientando a polícia nas investigações.